24 May 2010

THE INSANITY PROJECT

THE INSANITY PROJECT ... quando o processo da pescadinha-de-rabo-na-boca se junta ao da patologia da mentira compulsiva. O que ninguém diz é que, o estado (nós todos), vamos pagar em três anos com um spread de 6 a 7% aos bancos um empréstimo para as despesas do estado, que "saíu" da liquidez disponível para empréstimos... Quando recorrerem ao crédito para fazer face a dificuldades de tesouraria ou para investimentos necessários, as empresas vão ter um não redondo ou muitas desculpas e atrasos e eventualmente encerrarão, mais desemprego e .... mais empréstimos ... assunto a pensar!

Os vários presidentes dos bancos, excepção feita a Ulrich do BPI, têm vindo com falinhas mansas dizer que o crédito às empresas e novos projectos irão ser difíceis e mais difíceis mas, desenganem-se. A dificuldade é que a liquidez foi absorvida por uma oferta do Estado Português que, para fazer face às dificuldades de tesouraria, ofereceu, repito, ofereceu um spread de 6% aos bancos nacionais, uma vez que, no estrangeiro as coisas estão demoradas e difíceis, razão da credibilidade externa. Aqui os bancos viram a sua janela de oportunidade nesta fase e emprestaram tudo o disponível. Com esta atitude, o (des)governo, promove o fim à vista de uma boa quantidade de empresas que, também por razões de incumprimentos de terceiros, em especial do estado, não terão acesso a empréstimos para fazer face a dificuldades de tesouraria e em consequência, não irão cumprir com as suas obrigações e eventualmente até irão encerrar portas. As consequências irão prolongar ainda mais a agonia deste país e serão devastadoras, menos impostos, menos produção, mais encargos, mais processos de falência, mais necessidades para a segurança social .....
Mente-se com todos os dentes, apoia-se o empreendedorismo, os novos projectos das empresas e vai-se sorrateiramente por trás e , "cortam-se as pernas" do tecido empresarial. O Qren, uma mentira vertiginosa, em que aparecem projectos aprovados no site que ainda nem assinaram o respectivo contrato e então o dinheiro ... irá um dia aparecer, talvez! Quando vem, implica um tal nível de exigência com novos encargos que, algumas empresas, preferiam nunca se ter metido nisso. Entre o elegível e o não elegível, sobram horas de indagações e de indecisões.
Sei que nestas alturas os bancos desempenham um papel fundamental que ajuda as empresas, os trabalhadores e empresários a manterem-se à tona e melhor gerir as suas actividades mas, com a concorrência do próprio estado quando sabemos do despesismo, dos compadrios e favores ... muito dificilmente compreenderemos como este tipo de opções são feitas , a não ser que, queiram "salvar a cara" política e continuar a adiar a reestruturação dos serviços do estado até a situação ficar mesmo "GREGA".
Sendo um optimista por natureza, tentando sempre ver o lado positivo das coisas, lamento ter chegado ao ponto de onde só consigo ver um caminho muito difícil a percorrer. E pior de tudo, os avisos de vários quadrantes foram mais que muitos e veementes, mas a cegueira da vaidade e arrogância impediram que os actos necessários fossem tomados atempadamente, agora ...!
Na Islândia, os gestores bancários e os governantes vão ser julgados, e por cá?

1 comment:

Alfarrobino said...

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