01 November 2007

Passeio no Lago


Rastos ...
... deixados no tapete de folhas desenhado,
ocres, verdes, amarelos, suspensos, bailando,
respiram odores matinais, emersos em nevoeiros
anunciados pelos inumeros grasnar que decoram
a superficia da agua, pela orla curva que
acompanha os passos, pelo aconchego da la contra
a pele, pelo frio inalado ao ritmo do vapor companheiro
do passo, do compasso, deste momento, deste tempo,
que acorda instintos, convida a sentir e relembra .....

... trazem o agora, o que e, o que sinto, o pe que provoca
os estalidos das folhas que se prolongam no seguinte,
vividos no momento de olhos cerrados, memorizada
na visao do passo imediato, certo, aberto ...



/


MC

Not Easy



Nao e facil ser-se
muito menos estar-se

coerente
seguro
consistente
... com principios
... com conviccoes
... com acreditar
... com querer
... com ser
... nao e facil!

Nao e facil neste mundo
de regras pouco claras
com crencas que tilintam
pintadas em papeis de troca
que tricam a cada passo.

... procuram-se mudancas
... procuram-se ideais
... procuram-se principios
... procura-se ....










/




13 October 2007

The Blossom


Gosto quando me sorves os labios em beijos carnudos, feitos de desejos de vida, de tirar de mim para te preencher, de me dares o que tens, das linguas que se encontram na procura do sabor, quando as tuas maos me entregam os dedos entrelacando-os com os meus e a tua nudez me deixa olhar esse corpo perfeito, os peitos desenhados no tronco magro, redondos, elegantes, de nudez branca continuada no ventre liso, sedoso e na anca bem desenhada, proporcional, em movimentos ritmados de enconro aos meus, conjugados, lentos, apressados, fortes, suaves ...

Gosto do cheiro da tua pele quando os meus dedos a percorrem, quando a caricia se transforma em agarrar de desejo e tu te libertas e cedes, quando te entregas e expoes cada pedaco de ti perseguindo os teus desejos mais intimos, quando tentamos nao perder cada detalhe, cada momento, cada toque, cada ...

Gosto quando me olhas bem dentro, profundo, cada sorriso tem malicia, inocencia, desejo e desafio, quando me dizes sem qualquer som aquilo que procuras e que queres, quando confundo os teus gemidos entre o prazer ou algum desconforto e te vejo abrir o sorriso que confirma o primeiro, quando te arqueias e posicionas, te voltas, mudas de posicao e sem palavras esperas que te siga, que te compreenda ...

Gosto do que me pedes quando me das, do que te advinho quando a tua cabeca repousa no meu respirar e te aninhas em mim transformando o espaco em conforto de estar, comodo, unico.
Gosto quando olhas la fora, comigo, sem que o tempo conte.

Gosto . . .




/

27 September 2007

Fotografia e trabalho Photoshop "Teresa Goncalves"

E este tempo que conto, como
se arrasta ao longo deste dia
deixa-se tornar monotono
quando antecipo esta alegria

queria estar ai, onde me leva o pensamento,
nao poder mais perder um segundo vosso
ver-vos desabrochar, cabelos ao vento
e despertar dos interesses que conheco.




estou ai, quando me penso aqui.
estou la, ainda que fique por ca!



Do lado de ca, neste tempo, do lado de ca, neste lugar, do lado de ca, neste momento. O tempo que traz, que conto, sem que ele sequer se saiba contado. Conto o tempo que ja passou, o tempo que passa e quanto tempo falta, como se fosse possivel conta-lo, como se pudesse expecta-lo com se o tempo nao fosse diferente em cada contagem, para cada um que o conta. Corre rapido, corre lento, arrasta-se no meu estado, estado de espirito que conta o tempo ... como se pudesse faze-lo. Toca-me o tempo, toca-me o espaco, toca-me o momento. E quando a escrita nao sai, quando nao flui, quando a mao e os dedos se recusam a acompanhar este tempo, o tempo que leva a escrita a sobressair do papel onde se deixa, a cores, uns dias mais firme quase autoritaria, outros suave, redonda, unida, sem quebras nem hesitacoes, caligrafada, alinhada, rigorosa ... nestes dias o tempo, tem muito mais tempo, que o meu tempo tem . . . e aqui me deixo . . . !










22 September 2007

6 oboes in unison

Sem palavras Bach, Karajan, vozes, Oboes ..... Magnificat, para todos nos ...

Oboe d'amore

O Eterno e longo som do Oboe, o eterno belo da conjugacao voz/instrumento e dirigido por quem sentia profundamente a ligacao com os compositores.
Karajan . . .

20 September 2007

Pinturas

Fotografia "Antman" Por-do-Sol em Ibiza

Por vezes os espacos trocam-nos os passos, ou os nossos passos encontram outros espacos, onde pegadas se estendem, se entrelacam, caminham a par, reencontram e sem dor tocam os espacos de outros passos. Neste derramar de tintas deixadas quase ao acaso em folhas de papel doutros usos ja sem o destino antecipado, olho para a forma das letras que desenham palavras. Como gostaria de saber pintar tudo isto, deslizar pinceis onde as canetas cometem atritos, molhar de borrao aquilo que quero dizer sem o limite da letra, da regra da palavra, da semantica e formas gramaticais e poder, so mesmo poder ir para alem de, deixar ao acaso e aos outros os caminhos da escrita desenhada em pasteis, secos, oleos, aguarelas escritas a lapis que se deixam derreter e espandir ao contacto da agua, suaves nos temas e nuances ... quero saber que mundo e esse que tanto baila na minha cabeca, nas ideias e nas imagens que flutuam em mim, dentro de mim em bailes de escritas constantes.
...

30 August 2007

Hilary Hahn - Bach Violin Concertos

Interpretacoes(3) ......... continuidade .... grandeza!

29 August 2007

Joshua Bell plays Beethoven (4/5)

Interpretacoes(2).... sublime na interpretacao dramatica ... a escutar devagar, com tempo e perceber como se pode tirar sons cristalinos de um instrumento que menos bem tocado parece rouco. Nada e deixado ao acaso, como o futuro dos interpretes, quando achamos que acaba com os que estao a ficar "velhos" ou que ja partiram a surpresa e a qualidade. Pois desenganem-se e escutem "with your ears wide open"

Glenn Gould plays Bach

Interpretacoes .... sem mais palavras ....

Jaroussky and Farinelli: Cara Sposa (Handel)

Para sentir ... nao e a voz que eu mais gosto, mas mesmo assim um assombro.

27 August 2007

Amazing Universe


Imaginar o dia iluminado por dois sois ...
a explicacao sempre detalhada aqui no APOD

24 August 2007

E se ...

Fotografia "MC"



... e se tivesses a minha idade, talvez os textos estivessem noutro sentido, talvez amadurecessem em conjunto, curtidos pelo sol que lhes aumenta o acucar, que depois da fermentacao exalta e prolonga o prazer da conversa em copo de boca larga, lenta, longa, a tocar o nectar das palavras e aromas. Talvez o sorriso se abrisse ao toque da brisa dos beijos e dos momentos construidos em silencio. Enfim ...
Se tivesses o meu ritmo, o tempo faria o resto, dar-nos-ia oportunidade, da mao que toca a outra ao de leve contra o por-do-sol, disfarcada de descuido, podia observar as ondas em rebentacao no espelho dos teus olhos, ao desaguarem salpicos no lento respirar do teu peito, no teu regaco, aquecido pelo carinho dos ultimos raios de sol.

Quantas vezes a calma te impediu de aplaudir estes momentos e quantas mais ainda, pediste que se prolongassem sem fim ...


... e se eu soubesse escrever, desenharia tudo isto em dois tracos de pincel numa tela!
"MC"

22 August 2007

O meu dia


Hoje é mesmo especial.

Especial porque estou longe.

Longe dos que Amo.

Amo os que são de mim.

De mim que me Amam.

Amam-me os que me dão.

Dão-me os que eu quero.

Quero-os a eles quanto a mim.

Se tivesse que escolher nada retiraria.

Se pudesse escolher, escolheria ter sabido mais cedo.

Mas se não soube, não teria que ter sabido, por isso,

cá estou, como sou, como serei, aquilo que sou e aquilo

que virei a ser. A soma dá 11, que é o meu número também.

A partir de agora, de hoje, conto mais ...

e se me voltam a perguntar se sou Feliz, só tenho uma resposta, sem hesitar; SIM MUITO!

Insatisfeito, muito! Curioso ainda mais! Preenchido, em processo! Estável, nunca estarei! Mas sei quem sou, de onde venho com a certeza de que o caminho a percorrer será um desafio a cada instante, feito de surpresas, bondades, aventuras, descobertas, partilhas e tudo aquilo que me quiserem dar. Cá estarei!

03 August 2007







Água ________________


____________montanhas


Ervas _______________


_____________ flores mil
Parque Natural do Gerês


31 July 2007

Aguarelas

As cerdas do pincel espalham cores
que se misturaram em água, se
diluem em variantes de efeitos,
distintos, uns leves, outros, carregados,
mais ténues, mais disfarçados, pasteis
do dia que passa, dos momentos que
correm, dos minutos que deslizam,
pelos raios de luz que se deixam ,
insistentes prolongar no tempo
que se arrasta de encontro aos
objectos, inertes como o corpo que
se estende, delicado, abandonado,
no chão ... do meu quarto!



"MC"





Fotografia "MC"

30 July 2007

Se ...

Se tivesse que haver um paraíso
esse seria um lugar, seria também
um momento, um gesto, um sentir.
A viver um paraíso, esse seria o
tempo que tenho, num lugar onde
estou, num momento mais ou menos
extenso, em gestos que acolho e
noutros que dou, enquanto respiro.
Pois os paraisos estão, vêm,
sentimos e vivemos, damos e
recebemos, porque ... somos!

18 July 2007

Calidas tardes de encontro ao por-do-sol




Passeio-me nas tuas margens,
transporto comigo tudo, o meu
corpo, tudo dentro dele, e tu, alijeiras-me do que não se vê
mas que pesa, que carreguei
durante este percurso, pensando
tê-los deixado, arrumados, em prateleiras, verticais, pesos
que acumulei, em moedas de troca
invisíveis, cargas descontroladas,
que pensei não mais trazer, mas
que não soube até hoje largar, despojar-me, perdoar, libertar-me, dar-me!

Mas tu ajudas-me e trazes-me à memória, ao sentir, quando os meus passos se dirigem a ti, quando a consciência se ausenta, a vista ganha clareza cerrados os olhos, a face que se deixa tocar pelo calor dos ultimos raios e eu sigo ao encontro do teu
.... Por-do-Sol.

15 July 2007

A surdez no seu estado perfeito!

Alguém viu/ouviu algum comentário ao baixíssimo resultado negativo destas eleições? Como se transforma tudo numa enorme "vitória" e nem sequer tem a ver com aquilo que realmente interessa.

"Desde há 31 anos que o PS não ganhava, sem coligação, a presidência da Câmara de Lisboa", afirmou António Costa (o rapaz do partido) que chegou acompanhado pelo secretário-geral do PS, José Sócrates (otal "sinho inginheiro), à sala do hotel lisboeta onde os socialistas tradicionalmente se concentram nas noites eleitorais. No discurso da vitória (extraordinária!poderia acrescentar) , António Costa dirigiu-se a todos os lisboetas, mesmo aos que não votaram na sua candidatura, afirmando que a partir de hoje estará "ao serviço de todos os lisboetas". "Hoje, 31 anos depois, o PS ganhou em todas as 53 freguesias da cidade de Lisboa", declarou o futuro presidente da Câmara de Lisboa, agradecendo a vitória também ao PS e ao secretário-geral...
in "O Público", com comentários meus, entre parêntesis.

Surdez aguda, crónica e endémica dentro de determinadas organizações. E nós continuamos a não dizer nada!


.

Pobre Linda Cidade de Lisboa

Como é que alguém com 29 a 35 por cento de 40% dos votos de Lisboetas, pode sequer imaginar que os representa? Como é que os partidos continuam a não querer assumir a estrondosa derrota nestas eleições autárquicas e na mensagem dos que escolheram nem sequer comparecer para exercer aquilo que é tido como um dever cívico? Com todo o empenho que o governo do PS dedicou a estas eleições e com a indubitável participação dos militantes e simpatizantes deste partido, será que, continuam a ser os piores dos surdos que, são aqueles que se recusam a ouvir? Já do segundo maior partido nem sequer se poderá comentar!

Surdez e sede de poder são tão grandes que, se prejudica o futuro por causas imediatas, como a vergonha do ensino que querem dar aos nossos filhos, a nivelar pelo menor denominador comum? O comentário dos examinandos do 12º e 9º anos, após os exames nacionais assim o provam, «bué d'a fácil!» e depois ... 73% de negativas! E o governo, na sua senda de enormes "sucessos" continua a baixar o nível escolar para tentar apresentar números «muito positivos», calculo eu que, ao nível das não explicações dadas na questão da licenciatura do "sinhor inginheiro".
Mas os culpados de tudo isto, somos mesmo nós, aqueles que ainda se preocupam mas que, por preguiça ou outras razões, continuam invariávelmente a viver a esperança de um dia ... somos nós que nunca os despedimos, não os mandámos embora, que perdemos a capacidade de nos mobilizarmos, que perdemos a capacidade de intervir e de lhes dizer de frente aquilo que sentimos e ainda, de não permitir que regressem com as suas incompetências e corrupção.



Junta-mo-nos e tratamos deles na próxima?



"MC"

12 July 2007

Sonho?


Quero que tragas sempre contigo aquilo que de mim tens, que recordes em ti cada momento de mim, que a tua pele sinta e cheire àquilo que lá deixei!

Sevagem? Marca? Animal? Primário?

Não, só mesmo o querer ser presença, desejar estar e perdurar para além dos passos que deste e que te separaram de mim, mesmo que por instantes, enquando te sorria e me devolveste o sorriso com um olhar de relance e ar comprometido.

Sim, pela loucura, pelo tempo que não percebemos passar, quando a hora tem menos de cinco minutos, o mundo pára, deixa de interessar para além do espaç(sso)o que ocupamos, da luz que desapareceu sem nos apercebermos, dos sons imperceptíveis e que dizem tudo, pelo desarrumo do quarto, dos lençois arrancados e feitos folhos concentrados no mesmo sentido ..... o da tua mão ... que ainda há pouco aí repousava extenuada.



"MC"

11 July 2007

Flor


Fotografia "MC"
Corres branda, suave, no leito dos meus abraços,
deslizando odores de desejos feitos de caricias
escorres-me pelo peito feita rio, que sulca e acompanha
os movimentos dos corpos, ritmados ...... ondulantes.
"MC"

04 July 2007

Tempo

Fotografia "MC"
Corre tão rápido, lesto, vibrante

olhamo-lo no futuro, quando já se torna passado

trago-o comigo, pensando acompanhá-lo e deixa-me

sempre, marcado, pensando-me desatento


Trago-o comigo, em cavalos alados

monto-o selvagem e nem assim o acompanho

peço ajuda ao vento, corro veloz e nem

assim me deixa acompanhá-lo.


Afinal descubro, que tanta correria

me deixa fatigado, quase desisto, quase reclamo

que bastaria sossegar para tê-lo por companheiro

percebo isso quando ambos ficamos,


calados!
.

21 June 2007

A Lua e Vénus - A combinação Perfeita

Para ver, perceber e apreciar aqui no APOD

Olhos


Abertos ________________

_____________Perscrutantes

seguem de perto, os passantes

lêm estares e sentires bailantes,

a perceber por trás dos semblantes.


Fico, ficas, ficamos __________

____________________aqui.

descobrindo, desflorando_____

rompendo_________estando!


"MC"


Wonderful Spring


Breakfast in Poznan, Poland

Fotografia "MC"

31 May 2007

MARIA do CÉU CONCEIÇÃO - Uma Mulher das Arábias



O que é que um nome tão Português como Maria do Céu Conceição e um nome oriental como Dhaka têm em comum? Em princípio, nada. No final TUDO.

Maria do Céu Conceição, 29 anos, plena de energia e com um coração do tamanho do mundo.
Dhaka, bairo miserável nos arredores da Capital do Bangladesh.


Maria do Céu Conceição, assistente de bordo da Emirates, profissão distante, no país do maior rendimento per capita do Mundo.
Dhaka, onde o círculo vicioso da miséria, a quase escravidão, perduram, à mistura com a maior degradação e convívio com todo o tipo de falta de higiene e consequentes doenças, Hepatite nas suas piores formas, Tuberculose, etc.


Maria do Céu Conceição que, muito cedo percebeu que o seu Mundo era maior que Portugal e se expandiu.
Dhaka, o lugar fechado, de onde não se sai e de onde não se acredita poder sair.


Dhaka e Maria do Céu Conceição cruzaram-se um dia, há 4 anos. Dhaka, fez perceber a Maria do Céu Conceição a razão do seu caminho ter ido tão para o Oriente. E encontraram-se. Resultou daí esta união o DHAKA Project em que tudo me diz que Dhaka sairá a ganhar mas, também me diz da GRANDEZA da Maria do Céu Conceição

Convido todos, sem excepção a visitarem http://www.rtp.pt/, escolham a opção video e depois em procurar escrevam - em reportagem. Vale cada segundo dos cerca de 24mnts de transmissão.




Um verdadeiro exemplo a seguir.
Orgulho-me de saber que esta Mulher, EXISTE, no Mundo em que vivo.
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20 May 2007

Aquilo que não DIZEM

Muito se escreve, muito se fala e pouco ou mesmo nada se DIZ.
Ao escutar, numa entrevista recente, num dos novos países da CE, uma candidata que vem de uma experiência recente em controle de aplicação de investimentos suportados pela CE, não pude deixar de sorrir. Dizia-me ela então, que todos os cêntimos são controlados via um sistema que envolve o governo central, o governo regional, municipos e empresas privadas mas que, na realidade, fazem ainda parte do universo estatal. Este país, a Polónia, está numa fase que nós já passámos, com a distância e a evolução tecnológica que os ultimos anos permitem. Pensei para mim, que seria optimo se conseguissem fazê-lo, que olhássem para nós (somos permanentemente comparados com eles) e que, soubessem perceber que a verdadeira corrupção não é aquela que se vê, que se percebe, mas a que manietou este país de brandos costumes e o tornou imberbe e apático, senão, perceba-se o facto de premiarmos, validando em votos, aqueles que na prática de gestão optaram por soluções de "chico-espertismo", pessoas que na maioria das vezes nada ficam a dever à inteligência mas possuem um elevado descaramento, uma elevada falta de escrúpulos, uma elevada capacidade de serem "espertos". Todas estas elevadas capacidades, dispensáveis à actividade de serviço público ou empresarial responsável.
A CML não é só mais um exemplo, é a confirmação. As próximas eleições serão a oportunidade que os partidos políticos terão para confirmar que podem continuar, incólumes e despenalizados, a senda das suas acções e as dos seus representantes. Aparecerão agora, como se nunca tivessem feito parte de, como se nunca tivessem estado em, como se nunca tivessem decidido o, como se nunca tivessem acordado em que, como se nunca ... dirão dos outros, o que assenta neles próprios que nem uma luva e lá iremos nós, de novo, dar-lhes o Ámen, e sem sequer exigirmos umas quantas orações de penitência. Mal das sociedades e culturas que, aceitam Bulas e outras formas pagas de perdão que não passam pelo verdadeiro arrependimento e alteração de comportamentos. O Caso BragaParques como muitos outros, vem de muito longe, cruza partidos e gestões públicas, vem de quem agora se quer distanciar, afirmando-se sem qualquer relação com, sem ter a ver com ... e lá vai o povinho votar ... se isto não é corrupção ?!
A apatia passa por muito mais do que isso, passa por um sistema construído durante trinta anos para beneficiar os que estavam, estão envolvidos de alguma forma em grupos de interesses, partidários, reunidos em sociedades mais ou menos secretas, reunidos em volta do interesse "dinheiro". Exemplos?
Não há empresa que trabalhe com as grandes empresas públicas (aparentemente privadas) que não seja pertença de alguém relacionado com a própria empresa adjudicante ou que, não tenha avançado com alguma quantia para umas contas off-shore. É necessário obter determinado serviço ou produto? Formamos uma empresa para fazê-lo! Nesta entram a,b e c, noutra a, c, e e d, ainda naquela c, e, e f, mantendo-se assim um "circuito fechado" de interesses que respeitam regras específicas de serem transversais a partidos políticos e sociedades mas, não respeitam regras nenhumas de inserção em sociedade, de geração de riqueza e de preocupação social. Todos os envolvidos acabam beneficiados, impunes, crentes no seu próprio sistema, agradados entre eles e nós ... nós continuamos apáticos, a olhar para o lado, a votar, fazendo aquilo que achamos ser a nossa obrigação cívica, mesmo estando muito aquém da responsabilidade social que este acto representa. Eles, os envolvidos no processo, continuam a pedir-nos a nossa confiança e estima, e nós... nós damos, continuamos a confiar e a tentar convencer-mo-nos de que «agora isto, com este, vai dar a volta»... Se isto não é corrupção ?!
Quando vêm os prémios de produtividade, são os primeiros a garanti-los nos seus salários, mesmo em empresas altamente deficitárias, com elevados níveis de insucesso e por onde passam meteóricamente. Negoceiam entre si reformas escandalosas, cláusulas de rescisão amigáveis com valores de seis dígitos, beneficiam de ambas e acabam consultores das mesmas empresas, envolvidos nos mesmos projectos, com os mesmos fornecedores e clientes... Se isto não é corrupção .?!
Quando a dança das cadeiras começa, sabem estar seguros de que, nalgum outro lugar ou empresa, terão a sua garantida e que se houver um deserto para atravessar, este será curto e no fim terá um oásis grandioso garantido ... Se isto não é corrupção?!
Quando se adulteram resultados oficiais de desemprego porque não agradam, se faz desaparecer os desempregados de longa duração (a pior e mais degradante situação a que se pode levar alguém) para apresentar "sucesso"... Se isto não é corrupção?!
Espero que os Polacos sejam mais exigentes com os seus políticos, gestores e agentes económicos, mas não sei não. Também ja tiveram que criar os seus métodos ... sobrevivência oblige!!!

17 May 2007

A Manifestação de hoje


Irei a qualquer acto que demonstre a indignação por esse acto também. Irei cantar canções alegres a favor do respeito por todos, maior ainda pelos animais. Se pudesse contaria histórias de horror a que sujeitamos esses animais na barbárie da humilhação pública, regozijo dos frustrados, escape dos rancores dos cobardes. Chamar arte áquilo, é o insulto maior que se pode dar à Arte. Clamar tradição é não saber História e esquecer a época em que até os cavalos eram esventrados no mesmo circo para regozijo das multidões alienadas e em histéricas. Confundir tradição com reminiscências de circo romano, é estar distante da realidade actual. O marialvismo é a necessidade dos que não se afirmariam doutra forma. Confundir Tradição com estes actos, é nem sequer ter certeza das suas origens. Sou sim a favor da vida com respeito e cheia de actos de Amor e mais ainda sou a favor da morte com a máxima Dignidade.
«Só pode permanecer como tradição o que engrandece a humanidade e não os costumes aberrantes que a degradam e a embrutecem.»
"José António Barreiros"
Envergonho-me do tempo em que aceitei, sem contestar, sem me levantar a favor destes animais, sem ter coragem para dizer chega!

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