10 May 2007

De tarde

Fotografia "AntMAn"

A brisa corre fresca neste
fim de tarde, suportada por
verdes, despede-se do inverno
como se o quisesse conservar,
mas os raios de sol nao desistem
aparecem como coberturas de
calor e ternura, agasalhando,
envolvendo, indiferentes,
certos de que aquilo que
trazem, vem para ficar,
como se o inverno não
_____________regressasse.

06 May 2007

De Espaços


Envolvo-me em ti em abraços de
mar e sois iluminados, penetro os
teus mundos deslizando em fluidos
partilhados de desejos antecipados

... de caricias e olhares trocados.


"MC"

Universo fascinante


A Galaxia do SOMBRERO, que fascina quantas vezes olharmos para ela. A explicação, também ela fantástica, aqui no APOD

28 April 2007

Gliese 581


The unremarkable star centered in this skyview is Gliese 581, a mere 20 light-years away toward the constellation Libra. But astronomers are now reporting the discovery of a remarkable system of three planets orbiting Gliese 581, including the most earth-like planet found beyond our solar system. Gliese 581 itself is not a sun-like star, though. Classified as a red dwarf, the star is much smaller and colder than the Sun. Still, the smallest planet known to orbit the star is estimated to be five times as massive as Earth with about 1.5 times Earth's diameter. That super-earth orbits once every 13 days, about 14 times closer to its parent star than the Earth-Sun distance. The close-in orbit around the cool star implies a mean surface temperature of between 0 and 40 degrees C - a range over which water would be liquid - and places the planet in the red dwarf's habitable zone.
Da APOD

27 April 2007

-Onde estavas no 25 de Abril? Perguntou-me um dos meus filhos.

Complementou a pergunta de forma quase imediata:
-E também foste para a rua e puseste cravos nas armas?

Não filho, não fui para a rua pelas razões que viste na televisão. Aliás, o meu mundo nessa altura estava bem distante, em todos os aspectos.

Tinha saído de casa para o Liceu Nacional Salazar na minha Mini Yamaha azul, bem cedo como se usa em África. As aulas deveriam acabar antes da hora em que o calor aperta realmente. Banguei até aos madiés que estavam à minha espera. Companhia de aventuras mil em terra sem televisão, terra de inventar e de soluções encontradas das formas mais originais.
Aí disseram:
-Sabes que estão a rebentar um golpe de estado lá no "puto"?
-Ué! Golpe de estado? Q'éssa coisa? Tás a dizer quê?
-Revolução, ué!
-Revoluquê??. Tás a gozar, meu!
-Sério, a tropa e quê, tão lá a atirar nos Tugas!

Bazei a dar-lhe gás até casa, para dar a novidade ao cota. E que novidade! Ligou a onda curta, que habitualmente me martirizava os domingos à tarde, com os relatos do Sporting, como se o Recreativo do Uíge não chegasse, nesta terra de 16.000 habitantes e de fronteira com a floresta virgem. No meio do ruído das ondulatórias (hoje sei isto) tentou perceber o que se passava. Ligou aos amigos e outros conhecidos recebeu inúmeros telefonemas (imagino a operadora do PBX da cidade louca a cravar cavilhas, a tentar escutar as conversas e manter-se a par da vida pessoal de cada um e de todos) e daí seguiu-se o dia quase normal, excepto o facto de as notícias e os telefones ocuparem a quase totalidade dos tempos livres.

- Aprendi nesse dia várias palavras novas, meu filho! Eu que sempre adorei palavras novas, introduzi, no meu vocabulário, pelo menos estas, tiradas dos diálogos que a custo ia entendendo e tentando perceber. Para mim, ainda não iriam ter um significado lógico e de porquês. Isso iria acontecer mais tarde. Revolução, Golpe de Estado e Independência.
Muitos cotas repetiam estas palavras, a rádio falava de governantes presos, gente na rua batia palmas a algumas notícias, outros pareciam preocupados. Mas nesse dia, pouco ou nada mudou nesta cidade pasmaceirenta que era o meu mundo 10 meses de cada ano.
Visitei a minha paixão, a garina com quem não tinha sequer trocado um beijo, mas que me alimentou a imaginação e o desejo pelo menos dois anos (nunca ganhei coragem para lhe dizer o quanto a queria ...). Aí sim, senti uma energia de alegria enorme, incontida. Percebi que nessa casa as pessoas estavam à espera deste dia, anciosos. Que mesmo ainda a medo, falavam de coisas novas que nunca, em dois anos anteriores, nos meio de jogos de canasta e crapôs, de convívio divertido, eu sequer teria imaginado. Percebi que existiam "os outros", pessoas que pensavam coisas que para mim não existiam até então. Percebi que o meu sentir de Angolano poderia ser mesmo, e que Angola poderia tornar-se aquilo que muitos chamavam nesse dia, a palavra que acabava de aprender, Independente, o que quer que isso sigificasse. Só sabia que não seríamos mais Portugueses mas sim, Angolanos, aquilo que sempre fui. Lá no "puto" era outra coisa, seria com "eles", mas que «muita coisa vai mudar, sem dúvida» era confirmado a cada passo e a cada conversa adicionada, escutada com atenção redobrada, razão da curiosidade por novas palavras e por novidades. Não entendi nada nesse dia. Quando tudo parecia claro, eis que uma nova conversa alterava tudo. O meu pai estava feliz:
-Finalmente, finalmente!
Foi assim nesse dia, sem "saídas para a rua" nem "pôr cravos nas armas". O meu mundo estava a 8.000Kms de distância e mesmo assim, iria alterar-se completamente nos tempos que se seguiriam.
Sempre te disse que sou "preto", que nasci "preto". Ainda hoje, tempos passados e experiências volvidas, ininterruptas, diferentes, em vários cantos de diversos continentes, tenho o meu coração ancorado lá, onde sempre me senti, me sinto em casa, cada vez que retorno, cada vez que o avião se inunda dos cheiros e sensações tão familiares, tão naturais, tão de mim, cada vez que a porta se abre, especialmente nas madrugadas, depois da chuva que molhou a terra vermelha e esta nos entrega o melhor de si, o cheiro, o eterno cheiro de terra quente molhada!

Continuarei a contar-te, sempre que queiras, sempre que os nossos serões possam ser partilhados, inundados de histórias e contos, uns felizes, outros nem tanto, mas concerteza da minha vivência e experiência, sempre com emoção e talvez, no intervalo dos teus programas de televisão, dos jogos na PS2 e do skate. O que seria o meu carro de rolamentos, construído carinhosamente por mim, assento estofado, corda quase inquebrável, rolamentos usados retirados da oficina mais proxima, arco do eixo da frente aproveitado das tabuas das barricas de vinho vindas do "puto", comparados com tanta tecnologia que actualmente tens à tua disposição? Mas compreende, ou pelo menos tenta, eu construía os meus próprios brinquedos, envolvia-me e interessava-me pelos meus projectos e ideias.
O 25 de Abril tem a ver com envolver-mo-nos, com interessar-mo-nos pelos nossos próprios projectos, saber partilhar ideias de forma construtiva.

Pena que todos nos tenhamos esquecido disso! Pena, não participarmos! Pena, não nos envolvermos! Hoje, à distância que o tempo permite, seria esse o maior benefício do 25 de Abril.

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03 April 2007


Magníficas imagens, como sempre, e com as explicações aqui no APOD

30 March 2007

Cordeiro de Deus - como Todos, sem excepção somos átomos de, parte integrante, pertença de Um Todo que nos une, que nos dá a identidade de Ser. Que nos mostra que devemos antes de mais, respeitar-mo-nos, aceitar-mo-nos. Tudo seria tão mais simples .... Deus, Mozart, Karajan, eu, tu, não seremos todos Eu?

26 March 2007

Times are achanging

Foto "MC" Polish Weather

Mudar, relocate, adaptar, integrate

De tempos a tempos, ciclos fecham-se para que outros se abram, fechamo-nos nuns impedimos os novos,nem sempre de forma fácil, nem sempre de forma indolor, mas se aceitarmos e permitirmos, mais cedo ou mais tarde percebemos as razões que pediram que se fechassem uns para outros se abram e decorram. Não me quero arrastar em ciclos , mas sim vivê-los. Não quero observá-los só, quero participar neles, entendê-los, senti-los, até porque são mesmo ... meus.

Dzien Dobry, ou como quem diz, Bom Dia.



16 March 2007

Recordações I (Vou escrever-te)

"Teia" Foto e trabalho de Photoshop de Teresa Gonçalves.


Por vezes consigo mesmo rebuscar os cheiros e o toque e isso é duro, tendo sempre como alternativa rir-me, de sorrir-te de lembranças de doces momentos. Tenho, como tu, dias mais despertos que outros, depois, ja são muitos, demasiados, os anos de decisões, escolhas, espaço a um. Isso faz-me mal só que, quando observo, já cá estou! Este escrever não é o que te falei, esse é mais longo, mais de alma. Gosto de escrever com sabor de deslizar e quando as palavras escorrem sem pensar nelas, quando a alma se abre. Hoje em dia não o faço com ninguém, excepto contigo numa ocasião e aquela que tem andado na minha ideia. Há-de encontrar-se com este teclado e daí .....

Vou escrever-te, mas com tempo a escorregar, porque se me toco, digo tudo quanto te teria dito se, me tivesses deixado sentir para dizer, ou a minha boca não tivesse ficado seca com receio do rio de palavras que poderia seguir-se. Do teu corpo, do meu, e deste fascínio que me deita sempre na tua sala, mesmo sem música.

.... bailas de quando em vez na tua sala dentro da minha cabeça, com o sol incluído, estranhos estes encontros desencontrados com ageizados de defesas e armaduras de ataque, mas tu, deixas-me sempre um sabor a pouco .... a mais querer de querer e desapareces tal como chegaste e eu, que já não sinto segurança, ainda mais abano.


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14 March 2007

Recordações

Foto no APOD



De tempos a tempos ocorres-me, ficas suspensa na minha imaginação, trago de volta as memorias, brinco com elas e contigo . . .

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... estas coisas tão pequeninas ...

Fotografia in "O Público"

... coisas de cá, daquelas que ciclicamente são trazidas à luz do dia, saem, sem sequer serem caixinhas-surpresa, por tão preparadas antecipadamente nos gabinetes sombrios dos pequenos poderes construídos nos pequenos ódios, viscerais invejas e frustrações. Um secretario da (in)cultura aliado duma ministra da mesma (in)cultura, sem coragem, amargo, vingativo e de objectivos quase claros, coloca-se em pontas-de-pés (única forma de aparecer) e faz uso do treino e experiência adquiridos em métodos de controle cruzado, tiques estalinistas e muitos anos de graves dores intestinas de espera da oportunidade de palco. Uma ministra de guerrinhas sem sentido, de processos mal conduzidos e produção de mentiras contínuas, desiformçaõ generalizada mas de sentido definido, recorde-se o túnel do Porto, o CCB/Colecção Berardo e que nada apresenta de novo de projecção da cultura Portuguesa, de intervenção directa sobre eventos com réplica para além dos sombrios gabinetes intervenientes, que apoia(?) o fim ou pelo menos se cala, perante tudo aquilo que de alguma forma contribui para a divulgação de cultura, como a Festa da Música no CCB, para que o nome de Portugal e as salas de espectáculo portuguesas se imponham dentro e fora de portas, não merece o nosso respeito, muito pelo contrario, merece o nosso apupo, ser pateada e obrigada a deixar de vez o "palco" em que insiste mostrar-se.

Revoltante e vil a forma de despedimento de Pinamontti, um verdadeiro profissional da Cultura, alguém que se dedicou profundamente ao Teatro Nacional de S. Carlos, que virou este teatro para a rua, até no sentido literal do termo, que demonstrou que mesmo com orçamentos reduzidos se produzem espectáculos para todos, com enorme qualidade, excelentes executantes, excelentes encenadores, com públicos ávidos, espaços esgotados, é sobejamente demonstrativa do acima exposto, num intrincado de subreptícia, mentira, manipulação, utilização dolosa de palavras e deveria ser o último gesto deste verdadeiro "bando de malfeitores".


... ou então continuaremos nós, cada um de nós, a suportar estas coisas tão pequeninas ....

13 March 2007

Jessye Norman sings

Esta voz forte, encorpada e no entanto, cristalina ... Jessye Norman

12 March 2007

Primavera

Atravesso a manhã de longo,
estendo o tempo e os gestos
deito momentos lânguidos
nas nuvens que passam.

Deslizo inspirares profundos
sentindo o meu espaço
preencher-se de tons matinais
concedendo brilhos que
a brisa transporta levando
a minha voz sussurrada.

Escuto cantares esvoaçantes
desenhando no ar movimentos
ondeantes de apelos da natureza
de chamamentos de primavera
impostos, nesta estação de
pinceladas coloridas em pétalas.

A água desliza suave, ocupando
espaços de margens partilhadas
nos dias que correm longos, cálidos
e convidam a saborear momentos.

"MC"

07 March 2007

Instantes cruciais

Ontem escrevi, arrastei um poema
trouxe-o à escrita, ao correr dos dedos
senti-o e acima de tudo, ouvi-o
no final ... no final .... !!!!
a ligação foi abaixo e perdi-o.

:0))))

04 March 2007

E foi assim


Ontem vi-te, deslumbrante
envergonhada a esconderes-te
como todos, subi a serra para
ficar mais perto, pensei que
seria o primeiro, estarias para
mim, antes de mais, olhava
tentando escutar-te, ouvir
o que dizias, o que trazias,
de tanto querer, permaneci,
deixaste que te visse-mos, ate
que a Terra te ajudasse, com
o veu do teu misterio, que nos
diz que estas, mesmo sem te
vermos, para ajudar chamaste o
nevoeiro, no momento certo, nem
antes, nem depois.
Eclipse da Lua em Virgem ..........

............... o reinicio!

03 March 2007

E acontece hoje, esta noite!


February 12, 2007: Picture this: The year is 2025 and you're on the moon. "Home" is 100 meters away—an outpost on the rim of Shackleton Crater. NASA started building it five years earlier, and it is growing fast. You're one of the construction workers.
As always in these polar regions, the sun hangs low, barely above the craggy lunar horizon. You adjust your visor. It amazes you how bright a low sun can be when there's no atmosphere to dim it.
Suddenly, the lights go out.
Up in the sky, a big black disk covers the sun. A red "ring of fire" appears where the sun was only moments before, and its glow turns the ground red beneath your feet.
You've been waiting for this. It's an eclipse.
Right: On the moon, the ground turns red during a lunar eclipse. This photo was taken by Doug Murray of Palm Beach Gardens, Florida, during the total lunar eclipse of Oct. 27, 2004. [More]
Astronauts on the moon are going to experience eclipses typically once or twice a year: Earth glides in front of the sun turning lunar day into a strange kind of ruddy night. It'll be one of the highlights of any lunar tour.
The charm of the eclipse comes from Earth. Our planet is big enough by a factor of three to block the entire sun but, curiously, this doesn't cause complete darkness. Rays of sunlight bend around the edge of Earth, filtering through the atmosphere. As seen from the moon, the edge of Earth lights up like a sunset-red ring of fire—one of the most beautiful sights in the solar system. (A simplified, 1.2 MB animation of the process may be seen here. Credit: Graphic artist Larry Koehn.)
Can't wait until 2025? The next eclipse is right around the corner: Saturday, March 3, 2007. Stuck on Earth, we can't see the ring of fire, but we can see the red glow it produces on the moon. The phenomenon will be visible from parts of all seven continents including the eastern half of North America.

Above: A visibility map of the March 3, 2007, total lunar eclipse. Credit: Fred Espenak, NASA/GSFC. [More]
In the USA, the eclipse will already be underway when the moon rises on Saturday evening. Observing tip: Find a place with a clear view of the eastern horizon and station yourself there at sunset. As the sun goes down behind you, a red moon will rise before your eyes.
Rising moons are often reddened by clouds or pollution, but this moon will be the deep, extraordinary red only seen during a lunar eclipse. As you watch it ascend into the night, imagine what it would be like to stand by Shackleton Crater watching from the opposite direction.
It's not so far-fetched. NASA plans to return astronauts to the moon no later than 2020. From their polar base camp, humans will explore the countryside hunting for resources they can use to "live off the land." They'll study the moon's geology, learning more about the unique potential of the moon to reveal ancient secrets of Earth and the solar system. They'll also evaluate technologies needed for future missions to Mars.
And occasionally when the ground turns red, they'll pause and look up at a glowing ring in the sky.
March 3rd is a good night to imagine that.

02 March 2007

Ravel Bolero Herbert von Karajan (part 1)

Teria que me repetir ... para ouvir e meditar!

27 February 2007

Praia

Navego os teus mares revoltos
em esperança de calmarias
Banho-me no azul das tuas águas
em transparências de verdes
Passo corais de vida e cor
em registos de ternuras
tocado ao de leve pela espuma
em rebentações na minha praia.

"MC"

22 February 2007

Mutter-Karajan-Vivaldi-Winter-mov3

Para aquecer, o corpo e o coração.

Sombras deslumbradas

Fotografia "MC"

Reabro, entre-vejo,
cuido de ter, fico.
Sobra-me o espaço,
sorrio, chamo.
Ocupa-me, quero,
preenche-me.
Quando me movo,
moves-me.
Libertas-me num
movimento de um.
Atravesso o palco,
rodopio, salto.
Fujo do projector,
mostras o caminho.
Vou por onde nos
conduzes, confio.
Ocorre-me,
. . .
como sentes por onde quero ir?


"MC"



19 February 2007

Acordares

Os Pilares da Criação, aqui no APOD

As gotículas de chuva acariciam-me a face
acordam-me para o momento
que vivo, que percorro, relembram-me
que aquilo que me trouxe, já era, que
agora de novo sou, fui e virei a ser aquilo
que virei a ter sido, pela força do momento
que será, é, foi. Somos sonhos do passado
que quisémos para futuro que viria a ser
. . . mas que já foi.

As gotículas de chuva que me acariciam
a face, dizem-me para viver esse momento,
sem sonhos expectantes, sem reivindicar
o passado . . . agora!





"MC"

15 February 2007

Viagem

Foto no APOD

Rasgam-se-me as palavras que queria de veludo,
fluem escorreitas quando as queria contidas . . .
porque a minha viajem segue em direcção a ti,
em ansiedades de não querer querendo,
desejando em disfarces de desinteresse.
Não acredites em mim, a não ser naquilo que sentes em mim!
"MC"

14 February 2007

Karajan - Beethoven Symphony No. 4 in B Flat Major, Op. 60

Fale-se de emoção e precisão, de intuição e comunicação, impossível ficar indiferente a este fantastico meu interprete de sempre, Karajan.

08 February 2007

A minha Janela



Vejo-te todos os dias assim, ao nascer, por vezes envergonhado, escondido, explendoroso quando abres forte, risonho, a marcar e a despertar-nos para a tua presença, a aquecer-nos os momentos vagarosos da manhã, enquanto te agradeço a tua presença e as cores que te fazem companhia. Bom Dia

06 February 2007

Andrea Scholl at the BBC Last Night of the Proms

quando nos acabam com a maior festa da música sem razões compreensíveis, como o foram o fim do Ballet Gulbenkian, como o tentam actualmente com a CNB e o Teatro Nacional de S.Carlos, nem o continuado sucesso das Festas da Música em Nantes demovem as festas menores de vaidades e egos mesquinhamente sobredimensionados. Aqui fica um exemplo duma Grande Festa. Oiça-se e veja-se O Grande Andreas Scholl que humildemente nos entrega a sua Grandeza ... em FESTA.

01 February 2007

Por lugares meus

"A anunciação por Caravaggio"

Trago em mim tudo de ti
imagens sucedem-se ininterruptas
sorrisos acendem-se, desenham
labios perfeitos de onde jorram
palavras, expressões, dizeres,
tons que preenchem o espaço
onde me movo, que me trazem
vivo, desperto, um em ti,
que me transformas os dias,
os fins-de-dia dengosos, quando
o cansaço te estende as pernas
sobre o meu colo e pedes as mãos
que te acariciam numa massagem
longa e suave de carinhos, os
olhos desenham calma e ternura,
os braços se abandonam, deixados,
e se estendem num prolongamento
de gesto natural e o corpo que os
segue procura o aconchego, o
encaixe perfeito, transporta os
odores que também são meus,
que conheço e guardo em toda
esta luz que nos envolve, nos
torna parceiros, companheiros
de estar e sentir, de partilha.

Preenchido estou, deste Amor
que me inunda, que guardo
brotando imparável, que já
era muito antes de o ser, onde
já existias desde que me recordo.
Antes de mais quero ser teu,
amigo de sempre e para sempre,
depois quero continuar a ser teu,
companheiro de caminhada,
cúmplice dos teus calados suspiros,
dos teus gritos de alegria, de ti,
partilhar dando-te espaço, o teu,
despertar-te para a beleza que te rodeia,
que a vivas e sintas a cada instante, mesmo
quando parece que o nevoeiro persiste,
calar-te os choros que desejo escassos,
desejar que sejas um, em paz, com tudo,
com cada um e que cada momento seja
teu, em renovação e reinício, porque
quero para sempre ser o teu Pai,
... de cada um de vós que são meus.


Para os dois seres que deram sentido à minha vida.

30 January 2007

SER Criança (1)

Em 18 anos de andanças, presenças, umas mais extensas que outras, contactos com serviços sociais dedicados à protecção de crianças, conseguimos ficar com uma pequeníssima ideia, muito leve mas, com uma imagem criada pelas diversas situações em que se intervem ou se contacta. Quando se discute o aborto e as condicionantes em que pode legalmente ser uma opção, se grita de um lado e do outro os upsides e downsides da questão, torna-se tudo um mundo quase à parte, eu diria mesmo desfazado da realidade. Daí que, em consciência não consiga chegar a uma conclusão clara, nem sei se alguma vez chegarei. Quero, no entanto, deixar claro que esta opinião nada tem a ver com a questão do aborto, ou terá?

Existe uma pergunta que se me aflora, cada vez que que se chega ao tema adopção e que sistematicamente abtém respostas anacrónicas, de justificação duvidosa. Uma das condicionantes ao processo de adopção é, a não escolha à priori, da criança a adoptar. Estou em completo acordo se se contemplar a adopção vinda de alguém que se candidata e quer definir à partida o tipo, côr, côr de olhos, etc, etc.
Mas se, quando o desejo de adopção vem do facto de se terem criado as condições naturais entre pessoas que se foram conhecendo, aproximando, gostando e unindo ao longo de um período de tempo, proporcionado por exemplo, por um serviço de voluntariado? Nessa altura, aquilo que levou dois seres a reconhecerem-se, a entregarem-se e a aproximarem-se naturalmente, criando os laços afectivos , aqueles que realmente interessa, aqueles que quando não acontecem, geram as adopções falhadas, altamente problemáticas, altamente penalizantes para a criança e algumas vezes para os pais adoptantes, DEIXA de ser importante, não é possível ou usável como factor positivo. Passa a empecilho na hipotese dos pais (pai ou mãe) adoptivos quererem adoptar aquele ser, em que o sentimento de AMOR é mútuo.
Não convirá mudar alguma coisa mais à Lei de Adopção?
Mas pouca gente refere as crianças devolvidas ( sim, devolvidas) porque «não era bem isto que queríamos!», « já não aguentamos mais!» e muito provavelmente um rol de outras razões que nos deixariam boquiabertos. Isto porque foi tudo feito de acordo com a lei, a justiça, as milhentas análises psicológicas, comportamento, elegibilidade dos candidatos, muitos chás e bolachinhas, controlados por um exército de gente valorosa e com muitos cursos, algumas vaidades e projecções, transferências e auto-satisfações.
Por outro lado, temos que reconhecer muito especialmente, todos e são ainda muitos, os que se dedicam de alma e coração aberto a defender na realidade as crianças, os seus direitos, o seu bem-estar e conforto.

.para continuar.

27 January 2007

Slow

Fotografia "MC"

Eu cá, não quero ser contra!
contra-fast,
food e todas as outras coisas que se comam,
que nos alimentam, que nos preenchem
... sou mesmo pelo faça-se slow!
saboreie-se,
sinta-se,
cante-se,
sussurre-se,
acarinhe-se as palavras aconchegando-lhes o significado
com ternura e acima de tudo, sentindo-as,
amparando com gestos, longos, lentos, amplos
regados o suficiente num movimento de tempo
suspenso, quase flutuante, como se eternidade
navegasse as ondas de todo um oceano
... olhando.



"MC"

26 January 2007

O Grande Silêncio



A Atalanta Filmes vai estrear no próximo dia 8 de Fevereiro o filme O GRANDE SILÊNCIO, documentário de Philip Gröning que ganhou o Prémio de Melhor Documentário Europeu. O GRANDE SILÊNCIO é o primeiro filme sobre a vida interior da Grande Chartreuse, casa-mãe da Ordem dos Cartuxos, uma meditação silenciosa sobre a vida monástica na sua forma mais pura. Dezassete anos depois de ter pedido autorização para filmar no mosteiro, é dada autorização para entrar ao realizador, que filmará a vida interior dos monges cartuxos. Sem música, à excepção dos cânticos do mosteiro, sem entrevistas, nem comentários, ou artifícios. É um filme sobre a presença do absoluto e a vida de homens que dedicam a sua existência a Deus.

O filme estará em exibição no Cinema Nimas (Av. 5 de Outubro, 42B), em Lisboa. apoiem na sua divulgação.





22 January 2007

Amazing Universe


Imagens extraordinárias com as explicações sempre fantasticas, a ver aqui . Agora também no hemisfério sul. Não resisto partilhar.



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