Fotografia "MC"22 January 2007
SER Criança
Fotografia "MC"21 January 2007
Amazing Universe

09 January 2007
A tentar não perder !

08 January 2007
O Sorriso
No carro ao lado, um acesso de frustrações, descarrega dores incontidas, raivas, sobre os vizinhos, porque se atravessaram, porque travaram, porque estão penteados, porque se riem, porque parecem alegres, porque ... porque ... um inúmero de razões que nem ele próprio entende.
A tendência do não como resposta, com derrapagem à valorização pessoal pela negativa, transformando num favor quase pessoal o simples detalhe de mero serviço aos outros, a que se deveriam obrigar e sentir satisfação por dar, ser prestável, ser afável.
Que dizer então do sorriso, aquilo que nos conforta de encontro às faces que se vão cruzando connosco, rarea, sume-se em expressões faciais densas, pesadas, quase intransigentes na curva labial convexa. “Muito riso, pouco siso”, infeliz dizer que nos marca a evolução, a sequência geracional, que não marca diferença, antes intensifica este estar. O que vale uma valente gargalhada, quanto cura um sorriso franco, quanto perdem os que não o fazem.
Hoje estou assim, gostava que alguém organizasse o dia do sorriso, às 15 horas do dia x, uma onda pelo mundo como outras que se fazem com resultados desconhecidos, mas haveria certamente quem se risse por pensar ridícula a ideia, mas sempre ria ou no mínimo, sorria.
... e não se esqueçam de SORRIR !
“MC”
“Por que as pessoas gritam?
Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
- Por que gritam as pessoas quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma - disse um deles.
- Mas, porquê gritar quando a outra pessoa está ao lado? - Questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça - retrucou outro discípulo. E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa? Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:
- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida?O facto é que,quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações afastam-se muito. Ora, para cobrir essa distância, precisam de gritar para poderem escutar-se. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para se ouvirem um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam, falam suavemente. E por quê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena, às vezes estão tão próximos os seus corações, que nem falam , somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas trocam olhares e basta. Os seus corações entendem-se, é isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
-Quando vocês discutirem, não deixem que os seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não encontrarão mais o caminho de volta."
”Que seus dias sejam repletos de amor e paz!. "
Autor desconhecido
04 January 2007
Andreas Scholl - Vivaldi - Nisi Dominus (Largo)
Não sinto o cansaço de há pouco, respiro de novo ligeiro, entrevejo-me esvoaçando suavemente, olhando de fora para mim, deixo-me estar embalado em sonhos ... vi-o a primeira vez no Convento de Beato, simples, humilde, gigante, perfeito, projectando-se por esta voz magnífica, indescritível ... Andreas Scholl
01 January 2007
Sarah Brightman - Lascia Ch'io Pianga (Live - Eden tour)
«Deixa que eu chore, o meu destino cruel» Ninguém poderia descrever melhor uma situação tão actual como o fez Handel na sua opera Rinaldo.
... e já são 3 0 0 0.
A todos esses sem excepção, a todos os civis, em particular as crianças e todos inocentes, sujeitos a decisões de quem nunca sequer saiu do seu gabinete com temperatura controlada, o meu desejo de que um dia consigamos entender para que serviu este vosso sacrifício.
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Faço minhas as suas palavras
Pena medieval António José Teixeira
Saddam Hussein foi enforcado segundo as melhores regras medievais. Amarrado por carrascos encapuzados, corda ao pescoço, foi só esperar até se ouvir quebrar o pescoço. O enforcamento consumou-se num antigo edifício dos serviços secretos de Saddam, a norte de Bagdad, um dos muitos locais onde o ditador mandou executar os seus oponentes. Barbárie com barbárie se pagou. Nem o dia da execução foi inocente. Ontem celebrava-se a Festa do Sacrifício, um feriado religioso particularmente importante para os xiitas. Sabemos todos, e há muito, que Saddam era um ditador sanguinário, conhecido por requintes de crueldade. Sabemos que cometeu crimes contra a humanidade e oprimiu o seu povo. Sabemos que após a invasão do seu país foi deposto, capturado e julgado num processo irregular, marcado por interferências políticas e assassínios de advogados. A justiça e os direitos humanos em nome dos quais se quis condenar Saddam foram aviltados com a pena capital. A forca é uma marca medieval, um retrocesso civilizacional que apenas coloca os "libertadores" do Iraque ao nível do tirano de Bagdad. O acrescento de civilização que seria a eliminação da pena de morte e da tortura frustrou--se uma vez mais. E dizer, como disse Bush, que a execução de Saddam é um marco importante no caminho do Iraque rumo à democracia é apenas mais uma barbaridade. Pior, só mesmo o cinismo de algumas diplomacias tão cheias de princípios como de compreensão pela "soberania" iraquiana...Já se percebeu que nem o derrube de Saddam fez desabrochar qualquer democracia, nem a sua captura pacificou o mosaico étnico-religioso, nem agora o enforcamento reconciliará quem quer que seja. A anarquia vai perdurar durante muito tempo para gáudio de todo o tipo de fundamentalistas e terroristas. Está criado o mártir sunita, subitamente "ilibado" de muitos outros crimes do passado. Basta lembrar a invasão do Irão em 1980 e os massacres de curdos e iranianos com armas químicas. Nestes crimes houve cúmplices activos, que o armaram e apoiaram politicamente, os mesmos que ajudaram agora a enforcá-lo. Por isso se pode concluir, como ontem dizia Robert Fisk no Independent, que Saddam Hussein foi criado e destruído pela América. Dir-se-á, e com razão, que os americanos têm as costas largas para o melhor e o pior. A pena de morte é uma dessas nódoas negras que continuam a ensombrar os EUA. Confundir a forca com o caminho para a democracia ajuda apenas a perceber a irracionalidade do nosso tempo.
Fotografia "Ana Pedro"Quero para todos aquilo que sonho, aquilo que desejo, aquilo que traga paz, alegria e bem-estar, aquilo que sendo um sonho me parece possível, assim possamos todos vibrar com o coração e expandir a partir do coração, dar de nós, ser compassivos para com todos aqueles que estão mesmo ao nosso lado, que de alguma forma nos tocam, que tocamos, que se cruzam connosco, cujas vidas pelas mais variadas razões influenciam as nossas.
Gosto deste "estado ligado" por isso quero que ele se coadune com o meu estado de alegria e bem estar.
Bom Ano de 2007 e, não se esqueçam de Ser Felizes.
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28 December 2006
De ti
26 December 2006
Maravilhosa Lisboa - Mundos Meus
Season's Greetings
Depois saio lesto à procura de €540 de doação para uma instituição que acarinho. Ligo aos que me parecem ter disponibilidade, acorro àqueles que me parecem em melhores condições e deparo-me com orçamentos esgotados, a "coisa está preta", as "coisas não estão fáceis", e aquele interminável escoar de desculpas, concerteza válidas, as doenças familiares e desgraças inerentes, equivalentes à eterna resposta ao "Então como estás?". Mas não é possível, imagino eu, mais do que distante das realidades nacionais, do crescimento sustentado com que me preenchem os ouvidos e o meu discernimento que continua resistente a esta ideia e saio para a rua, noites longas de Lisboa, ou melhor ainda, a LBN, traduzindo para os menos atentos, Lisbon By Night.
Esta maravilha que me faz sair de casa e enfrentar o frio que agora se começa a sentir, Mesericordia -belo nome- Chiado, Garrett, Belas Artes ... aqui paro, mais do que encantado, encandeado, pelo brilho de 20.000 - leram bem - vinte mil lâmpadas, uma central de energia quase própria para iluminar a Maior Arvore de Natal da Europa. Recolho-me à minha pequenez, ao meu tamanho real, esmagado por este objecto Maior da Europa e descubro que vivo num país fantástico, maravilhoso, que não tem Pirâmides, não senhor! Que não tem como manter a sustentabilidade do seu sistema de Segurança Social, não senhor! Que tem todas as semanas o seu sistema de Industria e degradar-se e a encerrar, sim senhor! Que tem cada dia mais pobres nas ruas, sim senhor! Que não tem como fazer face ao crescente número de crianças abandonadas que aparecem na rua, não senhor! Que reduz as contribuições às instituições que se lhe substituem nas obrigações sociais, sim senhor! E mais um sem número de quês e porquês, mas tem a Maior Árvore de Natal da Europa, patrocinada por uma instituição de crédito (?) daquelas cujos representantes vêm para as tv.s, jornais e revistas acusar os portugueses de descontrole e acesso exagerado ao crédito e de viver acima das suas possibilidades e até nem fazem, não senhor! nas mesmas tv.s, jornais e revistas, publicidade aos seus inúmeros produtos de compre hoje comece a pagar daqui a seis meses, compre hoje que lhe triplicamos o seu ordenado, compre mais que ganha mais, compre, compre, compre, crédito, crédito,crédito ... !!! As mesmas instituições que atingem recordes de lucros na maior e mais profunda crise económica que este país (não) atravessa, não senhor!
Upsss! consigo recuperar a visão, ficando de costas para esta "maravilha" que me deveria encher de orgulho, que não reconheço isso em toda a minha ingratidão, olhando agora as intermináveis filas de papalvos ( escrevi mesmo esta palavra?) que passam varias horas do seu serão, em romaria ao dito objecto maior da Europa, gritando com o parceiro do lado, de trás, buzinando, dando um mimo mais viril á mulher e prometendo umas bofetadas "bem dadas" ao puto que está farto de estar quieto no banco de trás e quer chegar rápidamente à árvore ...
Resumo-me à minha insignificância e faço umas quantas contas rápidas ( de aritmética, claro!) e penso quantas máquinas de lavar roupa semi-industriais estão ali a ser "queimadas" nesse preciso momento.
. . . mas eu só queria €540 para pagar por uma !
Feliz Natal e Próspero Ano Novo e façam o favor de ser FELIZES.
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19 December 2006
Somos
Detalhe da "Criação do Mundo"Quando me dizem que alguém mudou muito, respondo invariavelmente, quase sempre o mesmo, não mudou nada, sempre foi, é, só ainda não tinha tido oportunidade de se mostrar Estamos dentro de nós com todas as potencialidades e fraquesas que SOMOS e temos, registos de como nascemos, aquilo que transportamos de e em cada vida, aquilo que temos carregado nesta. Intrinsecamente SOMOS.
SOMOS a amálgama de tudo isto, com o que nos foi mostrado, com o que nos foi transmitido, daquilo que fomos recolhendo pelo caminho, daquilo que gostaríamos de ser, daquilo que julgamos ser, daquilo que achamos que os outros pensam que SOMOS, empíricos muito, reflexos condicionados também.
18 December 2006
Fantástico Universo

Uma das explicações já conhecidas e confirmadas da imparável expansão do Universo. Coisa tão simples !!! a ver aqui.
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17 December 2006
15 December 2006
Espaços

Dança pela vida ao de leve, tocando o solo sem peso,
em sedas envolta
Rodopia em espirais de luz, crescentes de expressão,
ao som de notas soltas
ondulando em liberdade
Espalha momentos, rasgos de emoções que outros
tentam recolher
Desenha filmes inacabados de histórias por contar,
para os reescrever
E sorri, doce, suave, às questões pertinentes, sem
se deixar perturbar
Segura de estar e de sentir, de nada ter que ser,
12 December 2006
Escolhas!
No princípio do fim, desencantei-me.
Entre o fim do princípio e o
pricípio do fim, estive, fui, dei, cobrei,
fiz, desfiz, respirei, sufoquei, toquei,
repeli, fui tocado, zanguei-me, deixei,
ri-me, doeu-me, magoei, adoeci, curei,
caí, levantei-me, rejubilei, condenei,
disse, desdisse, sequei as lágrimas, chorei,
critiquei, gabei, suportei, acariciei, olhei,
senti, tossi, engasguei-me, sorri, desagradei,
discuti, desiludi, surpreendi, conquistei,
ajudei, dei-me, entreguei-me, recusei ... saí!
Depois do sim, escolhi não mais,
Depois do sonho, escolhi a realidade.
Depois do não, redescobri-me!
Depois de tudo, escolhi respeito,
Depois de tudo, escolhi-me,
Depois de tudo, há tanto!
Depois de tudo, é só o reinício,
Depois de tudo, é sempre um novo dia,
Depois de tudo, serei ainda eu!
No final de tudo, se o houvesse,
No final de tudo, perdoei e pedi perdão.
No final de tudo, agradeci!
10 December 2006
U2 and greenday- the saints are coming
Como vivemos algumas utopias, esta diz muito. Bono, em todas as intervenções sobre a guerra e a fome no Mundo, diz aquilo que assino por baixo sem qualquer hesitação. A ver até ao fim, vale a pena!
Iraque para que te queremos ... !!!
Repose à ma tendresse ...
Broto desenvergonhado, corro, lento
em murmurios, crepito ao rasgar,
suave, sem esforço me estendo à natureza,
me entrego, corro suave! Nada peço,
aceito, tomo, deslizo, junto-me, aceito! O mais, aceito!
Agora cresço alargo margens, inundo, ganho rapidez,
toco notas em oitavas de pedras e de mim feitas,
ao sabor do caminho. Navegas em mim ao sabor da corrente,
jorro caudais de prazer, banho e sou banhado.
Transformei-me num caudal imenso, nutro
e sou nutrido, alimento, dou de mim e
recebo para mim, nada pedindo, dou, nada exijo,
recebo!
Sou reflexo de tudo, das formas mais criativas,
ondulo suave e brando, transformo-me,
recrio-me a cada instante, em torrentes
fortes, inundantes, abro caminhos nas pedras,
sem guardá-las, antes libertando-me.
Caio em cascatas ruidoso, borbulho, rodopio,
liberto-me irreverente, abrindo-me para o
amanhecer, o dia de sol, a noite cálida.
O nascer-do-sol cumprimenta-me, aquece-me,
abraça-me enchendo-me de actividade e vida
e eu transporto os seus raios pelo dia até que
se despeça, porque regressa sempre para me
confortar.
Sou onde buscam a força, desaguam as máguas,
pensam esperança, sempre correndo, sempre
renovado e renovando, olhando em frente o,
curto que me é dado ver, o próximo passo,
a curva, o verde, sem querer pensar o que está
para lá disso. Nada peço, senão o meu espaço,
a liberdade de seguir ao meu ritmo, de ser,
de estar, de correr, abrandar, saltar, sussurrar,
estremecer, cheirar, sentir, de criar em mim,
de me encher das pétalas e folhas que me oferecem,
dos musgos das florestas e campos abertos que
me acompanham, os portos-de-abrigo que em mim,
constroem.
Muitos vêm às minhas margens, alguns
navegam em mim, nutro, sou nutrido.
Transporto momentos de cada momento, fugazes,
sou transparente por vezes, outras menos, mas
sempre rico de oferendas aos que cruzam o seu olhar,
aos que me tocam, que deixam que os toque,
que em mim habitam, que guardo, cumplices
nos prazeres que me devolvem. Toco as margens,
chamando devagar, lembrando que ali estou,
para que não te esqueças, saibas que sim, estou,
sou, até desaguar em ti, enchendo o teu mar de
mim e tudo te entregar. Porque nada pedes,
antes aceitas e vives o Amor que desaguo em Ti,
Incondicional!
“MC”
09 December 2006
06 December 2006
Somos o que criamos.
Fotografia "Joanna Gonsior"-Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil. Os dois estão sempre a brigar.
Quando então lhe perguntaram, qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu:
-Aquele que eu alimentar.
"Autor desconhecido"
E foi um longo caminho, desde aí!
Vim de longe, de onde não sei, mas de mim foi.
Sentado de encontro à ombreira da porta,
deslizando o olhar para dentro deste quarto
inspirando o cheiro daqueles a que se destina.
Fico aqui, quase vazio, imaginando como teria sido,
ter tido outro tipo de desejos e valores
que me tivessem permitido ouvir e ver a cor
dos sorrisos tirados do mais simples olhar de ternura.
O cheiro, esse sentido apurado, mostra
o caminho á minha recordação, que sem esforço
e em definitivo me transporta para um mundo
que já hoje me parece doutro, tão longe está.
O sentir, esse fica e perdura em cada sopro e cada gesto,
em cada espaço. Fixo o olhar e sonho ... com risos, gritos,
saltos e abraços feitos de impulsos de ternura,
onde o corpo assume a voz e fala dando de si e do todo.
A dúvida, companheira do sentir, faz passar
diante de mim imagens fugazes daquilo
que poderia ter sido, do sonho que foi,
de que possivelmente é, do que poderá vir a ser.
Não quero certezas, não procuro explicações por sobejas
e mutáveis, como incertas e inconsistentes, tanto como
cada um de nós, actores, deste palco de expressões
e frases, de gestos e olhares, de olhos que se afastam da boca
... e do corpo que insiste em desmentir os dois. Fico! Sou! Serei!
“M.C.”
2000
04 December 2006
Bom dia
No teu corpo
Do teu corpo me deito no reflexo prateado
da penumbra que nos envolve, formas que
escapam à luz de velas, percorridas lentamente
por olhares semi-cerrados, desfocados, mais bebendo
insaciáveis, prolongando a satisfação.
Respiro o teu odor ao ritmo do meu coração,
entranhando em mim, ora calmo, tranquilo,
compassado do tempo a escorregar brando,
ora agitado, galopante de querer, de desejo
incontrolado, exuberante, pronto.
Sinto na pele o correr dos teus dedos, desenhando
as formas do meu ser, deslizam em gestos conhecedores
dos caminhos a percorrer, suaves, fortes,
enterram-se na carne, gentis e decididos,
sem hesitar, levando-me, conduzindo, seguros.
. . . aqui estou, aqui me tens!
."MC"
01 December 2006
Jessye Norman - Dido's Lament
Dido and Aeneas, composto por Henry Purcell (organista de Westminster Abbey, Londres) em 1689, é uma Obra-de-Arte Barroca . Esta aria corresponde ao fim desta opera de Purcell, depois de Dido ordenar ao seu amor Aeneas que a deixasse.
Ela canta este lamento e ... morre.
«When I am laid in earth,
May my wrongs create
No trouble in thy breast
Remember me, but ah! forget my fate»
Mágico !!!
29 November 2006
Na Amazónia
Fotografia João GregórioDo olhar
Curvo suavemente ao correr da margem,
cintilam reflexos do tempo feitos luz,
que despertam de vida e acção,
relembrando o todo que se esconde.
Mundos discretos, movimentos de vida,
olho para além do obvio, do que parece,
a descoberta revelada em momentos fugazes,
destapados pelo olhar e o cair da fronteira.
Reolho-me, entrevejo-me, observo-me,
sou a ponte entre estes mundos
feitos num só, indissociados,
que me dão a conhecer o EU.
"MC"
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28 November 2006

Quando o Universo nos oferece a Beleza infindável, a Surpresa constante, a Mudança permanente, Expanção de dentro para fora, Distâncias em Anos-Luz, Velocidades em Anos-Luz, Formas ilimitadas, Transmutação, nada se perde, tudo se transforma, tudo se recria e volta a criar, com razões e fórmulas que haveremos um dia de descobrir, quando já se colocarem novas e distantes questões, quem somos, o que somos, átomos do todo com o dever de contribuir, de dar e essencialmente de partilhar. Escolhemos a outra fórmula, a da agressão, da hostilidade, da destruição, dos Egos elevados que resultam em atitudes egoístas, falta de respeito por nós próprios, por tudo o que nos rodeia, por todos os que nos rodeiam. Observar o Universo, ganhando a noção da nossa verdadeira dimensão, talvez nos ajude a repensar as nossas atitudes e perceber que nada disto, nada dos actuais valores(?) se justifica, os quereres perdem sustentabilidade, o respeito essencial por nós próprios, que se irá inevitávelmente reflectir em tudo e todos que de alguma forma a nós estão ligados, o ar que nos ajuda a vida, a terra que nos aceita e acarinha, a água que nos preenche, os outros seres que nos acompanham e ajudam nesta caminhada.
Quando me espreitam
27 November 2006
Movimentos descritivos
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